Cultura organizacional com tendência ruim

Cultura organizacional com tendência ruim

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Por Marcelo de Abreu

Atualmente, tem se falado tanto sobre saúde mental, bem-estar e motivação do colaborador, que trabalhar em um ambiente ruim não é mais tolerado. E convenhamos, nunca deveria ter sido! Porém, sabemos que a realidade é outra.

Durante toda a minha trajetória, percebi diversas mudanças no mercado. E destaco a maneira que as novas gerações têm se comportado, buscando ocupações com propósitos e ambientes mais inclusivos. 

E ressalto que empresas que demoraram para se adaptar a essa nova realidade, acabaram sofrendo cada vez mais para achar e reter talentos. Toda empresa estabelece uma cultura organizacional, seja ela boa ou ruim. A visão, a missão e os valores são ganchos para deixar tudo as claras, mas o verdadeiro propósito é o que realmente interessa.

Mesmo com tudo bem definido a empresa pode desenvolver uma cultura organizacional com tendência ruim. E sei que você consegue imaginar o quanto isso impacta diretamente nos colaboradores.

E como tudo na vida, há indicadores que acendem o alerta vermelho e por fim o famoso ‘black alert’ (que o capitão Kirk da Enterprise acionava quando a situação ficava realmente fora do controle na Star Trek, e o primeiro oficial Spock respondia “Aye Capitan” movendo todos a se unirem para trabalhar em equipe e salvar a galáxia).

Esses sinais podem aparecer na postura dos líderes, na política de recompensas ou até mesmo na maneira como a diretoria reage diante de questionamentos de outros profissionais. Mas no fundo no fundo o que movimenta tudo isso é a compatibilização da MOTIVAÇÃO da empresa com a MOTIVAÇÃO dos seus integrantes.

E quando algo não está bem o impacto é certo, a motivação, a produtividade e o comprometimento ficam abalado. Pensando nisso, resolvi ajudar líderes a identificarem o perigo. Vem comigo!

●     Alta taxa de turnover

O primeiro ponto de destaque para quando as coisas não vão bem na empresa, é a taxa de turnover, ou seja, a rotatividade dos colaboradores. Se o capital humano da corporação está se dissipando, algo não está certo.

●     Desmotivação e falta de engajamento 

A desmotivação dos colaboradores e a alta taxa de turnover estão diretamente ligados. Esse abalo é sentido na produtividade dos profissionais, que não se interessam pelos assuntos da empresa como deveriam. Não vão a fundo, ficam no superficial e os problemas começam a estourar.

Essas questões refletem no ritmo de trabalho e vem geralmente acompanhadas do absenteísmo, ociosidade ou aquela falta de vontade de resolver o que tem que ser resolvido.

●     Falta de transparência ou confiança 

Em um de meus textos ressaltei o quanto os líderes são figuras motivadoras e de confiança. Se essa imagem é abalada, pode ter certeza de que o resultado será sentido pela equipe imediatamente. Sinais de que o colaborador não se sente à vontade para expor sua opinião é um alerta, prejudica o andamento dos processos e o clima organizacional como um todo. Feedback fluido entre líder e liderados é necessário em especial o “bottom-up”.

É preciso se atentar na forma de liderança, pois essa é fundamental para desenvolver um clima organizacional com tendência boa ou ruim.

●     Competição excessiva 

A competitividade no ambiente de trabalho pode ser bem estressante quando não se há uma política de reconhecimento ou não agrega valor. Competição é para estimular, não para humilhar ninguém. Inclusive, pode acontecer de colaboradores adoecerem devido à pressão para bater metas ou alcançar indicadores “moonshot”.

Em conclusão, ressalto que para conquistar um cargo ou ter bonificações é preciso uma cultura organizacional bem construída, que opere oferecendo planos de carreira sólidos. Caso contrário, é porta de entrada para um ambiente hostil entre os colaboradores. Não há regra para isso, cada empresa tem suas próprias peculiaridades, e por isso não há uma receita de bolo.

Mas vou te falar do coração o que já vi ao longo da estrada. Mesmo o pior ambiente pode melhorar se baixarmos a guarda e trabalharmos em equipe. E isso tem que começar no líder, no gestor! Quando a gente realmente quer mudar um ambiente e unir as pessoas em torno de um propósito bom, isso acontece!

Leia também o artigo “Como ser um bom líder”. Confira também outros assuntos no blog da Employer.

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