Presenteísmo

Presenteísmo: o que é e como prejudica sua empresa

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Termos como absenteísmo e turnover são bastante conhecidos no mundo do trabalho, representando alguns dos maiores desafios para empresas e, principalmente, para o RH. Porém, um novo termo vem se destacando, ainda que sua incidência já seja conhecida há muito tempo. Estamos falando do presenteísmo, síndrome que vem preocupando gestores e empresários.

De certa forma, o presenteísmo é um problema mais difícil de ser identificado, o que também dificulta a busca por soluções. Por isso, no artigo preparamos um conteúdo completo sobre o que é essa síndrome, como identificá-la e dicas para que não seja um problema no seu negócio. Confira!

O que é presenteísmo?

O presenteísmo acontece quando o colaborador está presente fisicamente no ambiente de trabalho, mas não se encontra bem o suficiente para desempenhar o esperado.

Aparentemente, ele está pronto para realizar suas funções normalmente, mas, devido a questões físicas ou mentais, não consegue alcançar a qualidade esperada.

É comum que tenhamos dias bons e ruins, então, até certo ponto, o presenteísmo é algo comum na rotina profissional. Ele acontece quando a mente do colaborador está distante, sua concentração falha ou está voltada às atividades não relacionadas às obrigações. Entretanto, essa síndrome passa a ser um grave problema quando se torna algo rotineiro.

O termo passou a ser considerado ainda no século XX, estando intrinsecamente ligado ao ato de um profissional ir ao trabalho mesmo doente. Atualmente essa abordagem foi ampliada, abrangendo diversos aspectos que influenciam no desempenho dos profissionais. Tópicos como variações de carga de trabalho, doenças, questões pessoais, falta de perspectiva profissional, tédio e outros itens passaram a ser considerados.

Dessa forma surgiram estudos como a pesquisa “Uma teoria do presenteísmo para além da doença e uma ferramenta para sua mensuração”, realizada por Salim Yılmaz e Selma Söyük, que comprova como o presenteísmo prejudica intensamente empresas e trabalhadores.

Como o presenteísmo surge nas empresas?

Ao contrário do que muitos possam pensar, o presenteísmo não é algo novo, nem um problema que surge de repente. Ele costuma se intensificar com o tempo, aproveitando-se da falta de atenção de gestores e setor de RH, assim como da dificuldade em ser detectado.

Outro aspecto importante de frisar é que, na maioria dos casos, o colaborador presenteísta não o faz de forma maldosa ou proposital. Afinal, essa condição pode surgir de problemas de saúde, ambientes profissionais tóxicos e exigentes, excesso de demandas e microgerenciamento, problemas pessoais, entre vários outros itens que prejudicam negativamente o profissional.

O acúmulo de estresse, desânimo e problemas torna difícil se focar no que precisa ser feito, causando o clichê “estar de corpo presente, mas com a alma distante”. Algo que cria e aumenta  os atritos entre colaborador, empresa e colegas de equipe.

Quais são os impactos do presenteísmo?

A relação entre empresa e colaborador é intrinsecamente interligada, fazendo com que os problemas relacionados a uma das partes influencie a outra. Por isso, é preciso considerar os malefícios do presenteísmo não só aos negócios, mas também aos seus profissionais. Saiba quais os principais pontos a cada uma das partes:

Para os colaboradores

O presenteísmo costuma ser acompanhado de sintomas físicos e psicológicos, muitas vezes até mesmo sendo causados por problemas de saúde. Segundo um estudo realizado pelo International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), 89% dos profissionais presenteístas relatam sentir dores musculares e de cabeça constantes.

Ainda no mesmo estudo foi levantado que 86% desses trabalhadores sofrem com ansiedade, e 81% são acometidos pela angústia de forma frequente. Outro dado importante levantado pelo ISMA-BR, isso ainda em 2010, é que 23% da população adulta do Brasil pode ser considerada presenteísta, valor que sobe para 35% no setor industrial.

O presenteísmo tanto pode ser causado, ou potencializado pelo estresse, quanto pode causá-lo. Além disso, está relacionado ao desânimo, falta de motivação e perspectiva, angústia, ansiedade e diversos outros aspectos extremamente negativos à saúde mental dos trabalhadores. Além de levar a outros problemas, como síndrome de burnout e depressão.

Ainda assim, parte dos profissionais não vê possibilidade de trocar de emprego, muitas vezes até mesmo sendo levados a um perfil presenteísta pelo medo de se ausentar e sofrer represálias ou ser demitido. O que acaba gerando ainda mais conflitos e problemas internos que podem acabar culminando na tão temida demissão.

Saiba mais: 8 dicas para garantir o bem-estar dos colaboradores no trabalho

Para as empresas

Quando um colaborador está desmotivado, exausto, preocupado ou com diversos outros problemas que levam ao presenteísmo, isso significa também uma perda de produtividade. A apatia e desinteresse, sinais que podem surgir dos profissionais presenteístas, fazem com que as equipes não sejam capazes de alcançar os resultados ou qualidade esperados em suas entregas.

Dessa forma, o presenteísmo afeta diretamente nas metas e lucratividade do negócio. Prova disso é o estudo, também realizado pelo ISMA-BR, que informa que a perda financeira para as empresas devido ao presenteísmo pode chegar a 42 bilhões de dólares apenas no Brasil. Valor que sobe para 150 bilhões nos Estados Unidos.

Além da perda financeira, o presenteísmo pode afetar a relação com clientes, levar a investimentos mal distribuídos, rotatividade, cultura organizacional negativa, entre vários outros itens que podem prejudicar não só o desempenho da organização, mas também sua imagem.

Principais causas do presenteísmo

O presenteísmo pode surgir por uma infinidade de motivos, mas os principais deles estão ligados a saúde do colaborador e a cultura da empresa. É preciso lembrar que cuidar do bem-estar dos profissionais é também cuidar da lucratividade do negócio.

Por isso, uma cultura organizacional que valoriza os profissionais que estão sempre fazendo horas extras, abdicando do seu tempo livre e saúde em prol da companhia é também uma cultura que contribui para o adoecimento dos trabalhadores e problemas como o presenteísmo, absenteísmo e turnover. Pensando nisso podemos considerar como as principais causas do presenteísmo nas empresas:

  • Doenças não relatadas e não tratadas corretamente;
  • Cargas de trabalho, horas extras e microgerenciamento excessivos;
  • Insatisfação com salários e cargos;
  • Falta de perspectiva e propósito profissional;
  • Clima organizacional negativo, tóxico ou pautado no excesso de cobranças;
  • Falta de feedbacks;
  • Problemas familiares e financeiros;
  • Perdas pessoais;
  • Falta de identificação com a cultura organizacional;
  • Metas desafiadoras e falta de apoio para a realização das atividades.

Como podemos perceber, muitos desses itens podem ser minimizados através de uma cultura organizacional positiva e que valoriza o bem-estar dos seus colaboradores. Ações com foco na saúde física e mental, uma comunicação clara e segura, feedbacks constantes e lideranças bem treinadas são alguns dos itens fundamentais para combater o presenteísmo.

Saiba mais: Como calcular o índice de turnover

Como identificar o presenteísmo na empresa

Ao contrário do absenteísmo, que pode ser medido pela ausência, e do turnover, óbvio pelo desligamento, a identificação do presenteísmo acaba sendo mais difícil. Afinal, o colaborador está fisicamente presente na empresa, teoricamente realizando suas tarefas assim como o esperado.

Para conseguir monitorar essa síndrome é necessário utilizar dois itens de forma constante, estratégica e bem planejada: a pesquisa de clima organizacional e a avaliação de desempenho. Além disso, é necessário que as lideranças sejam bem treinadas para conseguir identificar padrões de comportamento em seus liderados.

Também é fundamental existir uma cultura de feedbacks constantes, não apenas para acompanhar o desempenho, mas também para criar um ambiente onde existe uma comunicação clara, direta e segura. Algo importante para que os trabalhadores possam se expressar sem medo, entender seu papel e importância dentro das organizações, além de externalizar suas dificuldades.

Para que o RH, gestores e líderes possam se focar nesses itens estratégicos é preciso tempo. Algo que pode ser obtido ao eliminar as atividades operacionais e burocráticas da sua rotina com a ajuda da tecnologia. Como, por exemplo, ao utilizar as soluções da Employer!

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