Cruz Alta encerra primeiro semestre com saldo positivo de empregos formais, aponta Novo Caged

Cruz Alta encerra primeiro semestre com saldo positivo de empregos formais, aponta Novo Caged

Região somou 6.891 admissões entre janeiro e junho e manteve saldo positivo de empregos; comércio liderou as contratações e trabalho temporário segue aquecido

A região de Cruz Alta encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo na geração de empregos formais, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Entre janeiro e junho, foram registradas 6.891 admissões e 6.874 desligamentos, resultando na abertura de 17 postos de trabalho com carteira assinada.

Na análise de junho, a região contabilizou 948 admissões e 1.031 desligamentos. O levantamento contempla os municípios de Alto Alegre, Boa Vista do Cadeado, Boa Vista do Incra, Campos Borges, Cruz Alta, Espumoso, Fortaleza dos Valos, Ibirubá, Jacuizinho, Jóia, Quinze de Novembro, Saldanha Marinho, Salto do Jacuí e Santa Bárbara do Sul.

No acumulado do semestre, o comércio foi o principal responsável pelas contratações, com 2.792 admissões (40,52%), seguido pelo setor de serviços, com 1.883 admissões (27,33%), e pela indústria, com 1.172 contratações (17,01%).

Em junho, o comércio também liderou a movimentação do mercado de trabalho regional, respondendo por 353 admissões (37,24%). Na sequência aparecem os serviços, com 229 contratações (24,16%), e a indústria, com 224 admissões (23,63%).

O perfil das admissões demonstra predominância masculina, com os homens representando 56,16% das contratações realizadas no semestre, enquanto as mulheres responderam por 43,84%. A maior parte dos trabalhadores admitidos possui ensino médio completo (56,76%), e a faixa etária entre 18 e 24 anos concentrou o maior volume de admissões, representando 27,53% do total.

Para Débora Schollmeier, gerente regional da Employer Recursos Humanos em Cruz Alta, os números mostram que, apesar das oscilações mensais, o mercado de trabalho da região manteve estabilidade ao longo do primeiro semestre.

O saldo positivo acumulado nos seis primeiros meses do ano demonstra que as empresas continuam contratando e acompanhando o ritmo da atividade econômica. A expectativa é de um segundo semestre mais aquecido, principalmente para o comércio e os serviços, impulsionado pelas contratações sazonais e pela preparação das empresas para datas importantes do calendário varejista“, afirma.

Trabalho temporário reforça geração de oportunidades

Além das vagas efetivas, o trabalho temporário segue ganhando espaço como estratégia para atender às demandas das empresas da região. Em junho, Cruz Alta registrou 1.121 admissões nessa modalidade. No acumulado do primeiro semestre, foram 9.083 contratações temporárias, evidenciando a importância desse tipo de vínculo para suprir necessidades sazonais e ampliar as oportunidades de ingresso no mercado de trabalho.

Segundo Débora, o trabalho temporário deixou de ser apenas uma alternativa para períodos de maior demanda e passou a integrar a estratégia de gestão de pessoas de muitas empresas.

Hoje, o contrato temporário é uma ferramenta importante para que as empresas tenham agilidade na contratação sem perder qualidade na seleção. Ao mesmo tempo, representa uma oportunidade para milhares de profissionais ingressarem no mercado, adquirirem experiência e, muitas vezes, conquistarem uma vaga efetiva ao término do contrato“, destaca.

No cenário nacional, o mercado de trabalho também encerrou o primeiro semestre em trajetória positiva. Entre janeiro e junho, o Brasil registrou 13.966.352 admissões e 13.044.707 desligamentos, acumulando saldo de 921.645 empregos formais. Apenas em junho, foram abertas 145.161 vagas, resultado de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos. O setor de serviços liderou a geração de empregos tanto no mês quanto no acumulado do semestre, seguido pela agropecuária, comércio, indústria e construção.

O trabalho temporário também manteve desempenho positivo em todo o país. Entre janeiro e junho, foram registradas 537.181 admissões nessa modalidade, com saldo de 30.054 vagas formais, reforçando o papel desse modelo de contratação para atender às demandas sazonais da economia e preparar as empresas para o aumento da atividade esperado na segunda metade do ano.

Direitos do Trabalhador Temporário

Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.

Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.

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