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Previsão de rotatividade: usando a IA na retenção de talentos

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O mercado de trabalho se torna cada vez mais competitivo, tanto para os profissionais quanto para as empresas. Para crescer e se destacar em meio aos competidores, a retenção de talentos torna-se uma grande preocupação para as companhias: a saída de um talento na equipe acarreta diversos impactos, desde a perda do conhecimento e da experiência daquele colaborador no time, como também financeiros.

Buscando novas maneiras de diminuir o turnover, as empresas agora podem contar com uma poderosa aliada: o uso da inteligência artificial.

Leia mais neste artigo sobre como essa ferramenta pode ajudar na prevenção da rotatividade de pessoal.

O turnover nas empresas

A rotatividade de pessoal de uma empresa, também conhecida como turnover, refere-se à entrada e saída de profissionais. Os motivos para a saída de um colaborador podem ser diversos, como demissões, desligamentos voluntários ou até mesmo aposentadoria.

Apesar de ser um acontecimento normal, é preciso ficar de olho nesse indicador, pois ele está diretamente ligado à saúde organizacional da empresa. Uma alta rotatividade pode ser sinal de insatisfação dos profissionais com o ambiente de trabalho, com a remuneração recebida ou até mesmo com o comportamento das lideranças. Identificar e entender as causas torna-se essencial para que sejam implementadas estratégias para a diminuição dos números e retenção dos talentos na companhia.

Porém, antes de um colaborador solicitar seu desligamento, é possível perceber alguns sinais, por meio de seu comportamento, que possam indicar suas intenções. E é aí que a inteligência artificial entra para ajudar no cotidiano do RH.

Como usar a IA na identificação de comportamentos e retenção de talentos?

É comum que colaboradores apresentem certos padrões comportamentais quando estão insatisfeitos ou com a intenção de deixar a empresa. Identificar tais comportamentos é essencial para entender os motivos de descontentamento e criar estratégias para reverter esses quadros. Nesse aspecto, o uso da IA, principalmente das ferramentas focadas em machine learning, pode facilitar — e muito — a análise de dados e a identificação de padrões, até mesmo aqueles que poderiam passar despercebidos pelo olhar humano.

Veja abaixo alguns dados que a inteligência artificial pode ajudar a monitorar:

  • Análise de desempenho: ao analisar os números de produtividade dos colaboradores, é possível detectar aqueles que tiveram queda nesse índice, o que pode ser um indicador de insatisfação ou desmotivação. Ainda, ao cruzar esse dado com outros, pode-se identificar se a queda não foi causada por algo pontual, como um problema pessoal. Da mesma maneira, esse índice também permite reconhecer aqueles que apresentam alta performance, recompensando-os e aumentando os níveis de satisfação com a empresa.
  • Mudanças na rotina: colaboradores que começam a atrasar o horário de trabalho e aumentar o número de faltas podem levantar uma bandeira vermelha. Com softwares disponíveis no mercado, é fácil obter essas informações de forma automatizada.
  • Monitoramento e feedback em tempo real: utilizar IA para monitorar a performance em tempo real deixa a relação entre lideranças e colaboradores mais dinâmica, permitindo a identificação rápida de problemas ou o reconhecimento de bons resultados.

Além de ferramentas focadas nos colaboradores, outra possibilidade é usar a IA para analisar dados históricos de desligamentos, extraindo informações como períodos de aumento no número de demissões e até padrões comuns no perfil dos colaboradores que deixaram a empresa.

Ao compilar e analisar todas essas informações, fica mais fácil identificar padrões, prever comportamentos e tomar decisões baseadas em dados para manter os melhores talentos — ou, ainda, abrir espaço para novos profissionais que se encaixem no perfil desejado.

Cuidados com o uso da IA

Não há dúvidas de que o uso da inteligência artificial será cada vez mais frequente em diversos setores das empresas, inclusive na área de recursos humanos. Contudo, é necessário ter cuidado com as considerações éticas envolvendo o uso dessa tecnologia.

As empresas devem adotar políticas claras sobre a coleta e utilização de informações dos colaboradores, que precisam estar cientes sobre esse uso. Além disso, é preciso garantir a privacidade de todos os dados coletados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Atualmente, está em trâmite no Senado o Projeto de Lei 2.338/2023, que trata especificamente do uso responsável da inteligência artificial no ambiente de trabalho.

Conclusão

Investir na retenção de talentos não é mais apenas uma opção para as empresas: é uma necessidade para obter sucesso em um mercado competitivo. A inteligência artificial pode ser uma grande aliada para prever comportamentos de colaboradores, permitindo a adoção de medidas proativas para a retenção de grandes talentos.

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